Cães e gatos também doam sangue


Manter bancos de sangue abastecidos não é apenas um problema humano, mas também afeta a saúde de animais de estimação. Segundo dados do Hospital Veterinário da Universidade Anhembi Morumbi cerca de 30% dos cães e gatos atendidos pelo hospital morrem por falta de doadores de sangue. Por isso, a Pet Society lança, em dezembro, campanha de doação de sangue para cachorros e gatos, em parceria com o hospital.

Anemia, tumores, doenças como insuficiência renal e leucemia, atropelamento e intoxicação por veneno são alguns dos problemas que podem levar os pets a necessitar de reposição sanguínea. "As pessoas, muitas vezes, desconhecem que o animal doente pode precisar de sangue, assim como os seres humanos", explica a coordenadora de marketing, da Pet Society, Cleiser Kurashima.

Doação simples

O processo para doação de sangue é bem simples. O dono do bichinho liga para o hospital e marca o dia e o horário para levá-lo. Chegando lá é coletada uma amostra de sangue para a realização de exames que demonstrarão como está a saúde geral do animal.

  "Esta coleta é essencial para checarmos se o pet tem alguma doença que pode ser transmitida pelo sangue, como erliquiose (doença do carrapato), dirofilariose (verme do coração), leishmaniose e brucelose. Este diagnóstico miniminiza o risco da transmissão destas doenças e de efeitos colaterais do receptor", explica a médica veterinária Carolina Sultanum, do Hospital Veterinário da Universidade Anhembi Morumbi.

  Após uma semana os resultados destes exames são entregues ao dono do pet constatando se seu bichinho é um potencial doador. Depois disso, é agendado um dia para a doação de sangue.

A equipe de coletores é coordenada pelo médico veterinário Márcio Moreira, responsável pelo Laboratório de Patologia Clínica e pelo Banco de Sangue do Hospital Veterinário da Universidade Anhembi Morumbi, e formada por alunos, residentes e pesquisadores.
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